Plenária Municipal de Saúde de São Paulo

Espaço destinado para comunicação e divulgação de textos, denúncias e propostas relativas à Saúde, no Sistema Único de Saúde.

16/9/08

Conselho Municipal de Saúde se reunirá em 18/09

A mídia tem discutido e apresentado diariamente os problemas referentes à Saúde em São Paulo. Nas últimas semanas o Ministério Público Federal entrou com duas ações referentes à Saúde Mental e a necessidade do Município de São Paulo se adequar conforme os princípios da Reforma Psiquiátrica e principalmente ação questionando a Prefeitura sobre os contratos e convênios firmandos com as Organizações Sociais.

A Secretaria Municipal de Saúde, mesmo com o Conselho Municipal aprovando os indicadores e metas do Pacto pela Vida em Junho, ainda não apresentou seu relatório de gestãode 2007 e seu Plano Municipal de Saúde para que possamos seguir rumo o Pacto de Gestão, ou seja, dos 645 municípios que assinaram o Pacto, São Paulo e outro município (pequeno) continuam sem pactuar. Importante destacar o papel e importância da Cidade de São Paulo na referência no atendimento a usuários de outros municípios. Observa-se que o Secretário Januario Montone não se fez presente em nenhuma reunião até o momento, como também não foi apresentar suas contas à Câmara Municipal de SP. Enviando seus técnicos para apresentar versões diferentes de prestação de contas que enviou ao Conselho Municipal de Saúde. Como se não bastasse tomou-se conhecimento de outro processo contra a posse dos atuais conselheiros municipais de saúde, no Tribunal de Justiça de São Paulo e outras ações do Ministério Público Estadual cobrando a efetivação e transparência no uso dos recursos públicos pelo Secretário de Saúde.

Cientes de todos esses fatos e preocupados com a Saúde da população paulistana o Conselho Municipal de Saúde mantém seu funcionamento e coloca em pauta as principais preocupações da Saúde na capital.

A próxima reunião será nesta quinta-feira, às 14 hs. Na sede do Conselho. Rua General Jardim, 36, 40 andar.

Acompanhe as reuniões, pauta e deliberações. Apoie o Conselho Municipal de Saúde de SP.

Aprovação das atas 5ª reunião Plenária Extraordinária e 114ª Reunião Plenária Ordinária, realizadas, respectivamente nos dias 12/06/2008 e 18/06/2008;
Informes da Mesa;
Informes dos Conselheiros;
Relato das Comissões;

Ordem do Dia:
1-Plano Municipal de Saúde;

2- Relatório de Gestão de 2007;

3- Prestação de Contas de SMS de 2007 e 1º semestre de 2008;

4- Discussão e indicação de dois representantes para compor a Comissão de Avaliação e Controle de Gestão de SMS.

Deliberações
Apresentação das ações da Área Técnica de Saúde da População Negra de SMS;
Proposta de elaboração de cronograma de reuniões de Comissões ampliadas para 2008;
Indicação de dois representantes do CMS-SP para integrar o Comitê de Resolução de Câncer de Mama de SMS;
Indicação de um suplente para integrar o Conselho Gestor do HSPM.

 

criado por fabiosouzas    23:25 — Arquivado em: Sem categoria

2 Comentários »

  1. Faldno sobre saúde, política e eleições, vi hj msm um candidato chamado Gabriel Chalita, para vereador, do PSDB…ele tem boas propostas de saúde!
    http://www.gabrielchalita.com.br
    O que voces acham dele?

    Comentário por Amaral — 24 de setembro de 2008 @ 15:10

  2. A IMPROVISAÇÃO NA SAÚDE -http://denisveigajunior.blogspot.com/

    A saúde na cidade de São Paulo padece da falta de uma política pública que seja compatível com os princípios do Sistema Único de Saúde – SUS, como a universalidade e o controle social para se fixar em apenas estes dois pilares do SUS. O conceito de “sus dependente” fere o princípio da universalidade quando segrega do conjunto da população aqueles que portadores de planos de saúde em tese dispensariam o atendimento nos estabelecimentos públicos ou privados de saúde que atendem o SUS, sabemos que cada vez mais os detentores de planos de saúde se socorrem da rede pública e o fazem por diversos motivos e portanto a rede pública de saúde deve ser dimensionada para o conjunto da população e não para parte dela, ainda que parcela majoritária.
    O controle social na cidade de São Paulo encontra-se acuado, não é por acaso que o orçamento participativo terminou, o conselho de representantes é natimorto e o Conselho Municipal de Saúde está sentado no banco dos réus, pela ousadia de defender o SUS e combater a privatização da Saúde na cidade de São Paulo, por recusar-se a ser um conselho chapa-branca homologador das decisões anti-sus da Secretaria Municipal de Saúde – SMS.
    É portanto debaixo de forte ataque político, jurídico, gerencial e franco desmonte é que o SUS resiste em São Paulo e, resistindo assiste a improvisação na saúde, em algumas Unidades Básicas de Saúde – UBS´s faltam médicos, noutras medicamentos e noutras ainda faltam médicos e medicamentos, ou ainda as condições de atendimento são precárias, ou ainda o sistema informatizado não funciona (“fora do ar”) e por aí vai.
    De outro lado a Municipalidade renuncia ao seu dever de fazer política de saúde para a cidade, outorgando este mister fundamental às chamadas Organizações Sociais – OS´s, entidades de direito privado sem fins lucrativos, que na sua área de atuação estabelecem diretrizes próprias não integradas com o conjunto da cidade, imunes a ação dos conselhos gestores por conta de sua natureza jurídica privada prescindem da opinião dos conselheiros gestores, quando não embaraçam a atuação destes conselheiros gestores eleitos pela população; quando contratam pessoal o fazem com a dispensa de concurso público o meio democrático de acesso ao serviço público, estabelecem políticas de recursos humanos própria e com isto acabam por criar salários diferenciados para as mesmas carreiras dos servidores contratados pela municipalidade, causando toda a sorte de problemas no serviço público; quando compram materiais ou serviços não se submetem ao controle do Tribunal de Contas do Município.

    E a Assistência Médica Ambulatorial – AMA, na qual existe apenas a chamada queixa-conduta concorrendo com as UBS´s, como porta de entrada do Sistema Único de Saúde na atenção básica a saúde, o que dizer? Os médicos da AMA ganhando mais que o dobro do médico da UBS, que é quem vai fazer o acompanhamento do paciente. Política Pública de Saúde substituída pelo marketing, lamentável.
    Assim é que uma verdadeira política pública de saúde é substituída por uma política do dia-a-dia das variadas OS´s, esta política do dia-a-dia é mais conhecida como improvisação e se a improvisação é ruim no serviço público, mais nociva é na saúde pública, porque ela fere e mata, a população tem no seu calvário diário na saúde da cidade de São Paulo inúmeros exemplos de improviso. Mas para ilustrar e sintetizar a improvisação da saúde que grassa na cidade de São Paulo, veja abaixo o que saiu no Jornal da Tarde edição do dia 20 de junho p.p. :
    SAÚDE DE SÃO PAULO ESTÁ A PÉ
    A Capital está, desde quinta-feira, sem cerca de 700 veículos usados no combate à dengue, monitoramento de doenças como gripe suína e meningite, desratização e vigilância sanitária. Para completar, começa hoje a campanha nacional de vacinação contra a poliomielite. A saúde da cidade ficou a pé porque venceu o contrato emergencial de locação de veículos. A gestão Kassab (DEM) vinha mantendo o serviço por meio desse tipo de contratação desde 2007 e, até agora, não concluiu uma licitação…E outros dois pedidos (apoio de veículos) foram feitos : um a PM e outro aos Bombeiros…” (grifo nosso)
    Se em dois anos a SMS não conseguiu fazer uma licitação para a contratação de veículos, o que é absolutamente corriqueiro em qualquer secretaria de qualquer governo, é porque produzir política pública de saúde para a cidade é feito muito além da capacidade ou da vontade de seus gestores de plantão.
    Outra prova deste verdadeiro descalabro político e administrativo é que o Plano Municipal de Saúde 2008-2009 foi enviado ao Conselho Municipal de Saúde em abril de 2.009, após ser concluído em dois terços (2/3) do ali planejado, indo na direção contrária portanto da idéia de que todo plano é prévio e sujeito a alterações por quem tenha o dever de apreciá-lo e aprová-lo, com a não aprovação do CMS deste “plano” a cidade sujeita-se a ter recursos do Ministério da Saúde bloqueado.
    Assim são carros que faltam a SMS para a vacinação contra a poliemielite, remédios que faltam nas UBS´s, médicos que não existem em algumas outras, instalações inadequadas em outras, sistemas “fora do ar”, plano que não foi aprovado pelo Conselho, este que é réu no Tribunal e esta é a triste sina da cidade de São Paulo, viver um PAS atrás do outro; um improviso após o outro, HAJA SAÚDE!!!!!!
    Denis Veiga Junior

    Comentário por Denis Veiga Junior — 1 de agosto de 2009 @ 22:54

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