Plenária Municipal de Saúde de São Paulo

Espaço destinado para comunicação e divulgação de textos, denúncias e propostas relativas à Saúde, no Sistema Único de Saúde.

2/4/09

7 de Abril: Dia Mundial da Saúde

7 de Abril: Dia Mundial da Saúde

Vivemos uma crise mundial que não sabemos onde vai dar e nem temos
respostas imediatas para superá-la. O que sabemos é que ela é resultado

de décadas de neoliberalismo, com os empresários do capital e suas leis

de mercado, privatização dos serviços públicos de saúde e do sistema

educacional, diminuição da proteção social ao trabalho, aumento da

desigualdade e negação dos direitos básicos de cidadania.

Sabemos também que as demissões de trabalhadores crescem, a

renda das famílias diminui e, sem recursos para pagar escola, planos de

saúde, cresce a demanda por serviços públicos de educação e saúde.

Diante disso, entendemos que a luta dos movimentos populares e dos

trabalhadores da saúde em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS)

ganha novo significado neste Dia Mundial da Saúde.

Ato em defesa do SUS: 7 de abril, às 10h, concentração em frente à

Secretaria Municipal de Saúde, na rua General Jardim n° 36, centro.

Por uma saúde de qualidade, exigimos

o SUS por inteiro

Com recursos para seu financiamento, com

trabalhadores públicos e com participação e

controle popular.

Na contramão do neoliberalismo, conquistamos na Constituição de 1988,

o Sistema Único de Saúde, uma política pública que tem como princípios

a universalidade, a integralidade, a equidade e a participação popular.

Isso quer dizer que, no Brasil, todas as pessoas, sem exceção, têm direito

aos serviços e ações de saúde preventivos e curativos, individuais e

coletivos, desde a simples vacinação até o mais complexo transplante

de órgãos, passando ainda pelo controle da água e dos alimentos que

consumimos. Esse é o SUS, por inteiro, que queremos vivo e atuante.

O SUS conta com conselhos municipais, estaduais e nacional,

conquistados em lei, com representantes da população, do governo

e dos trabalhadores. Conselhos que servem para fiscalizar e controlar

as políticas dos governos. E que vêm sendo desrespeitados, porque se

opõem à privatização e terceirização dos serviços de saúde em nossa

cidade e em nosso Estado. Porque um sistema de saúde público e de

qualidade não interessa a quem faz da doença uma fonte de lucro.

GARANTIA DE FINANCIAMENTO PARA A SAÚDE

Dinheiro para a saúde não é gasto, é investimento. Vamos fortalecer a

luta pelo financiamento estável do SUS, assinando a proposta em favor da

regulamentação da Emenda Constitucional 29, que tramita no Congresso

Nacional: www.conselho.saude.gov.br/webec29/index.html.

FISCALIZAÇÃO DO USO DO DINHEIRO PÚBLICO

Os recursos para a saúde devem vir dos orçamentos do governo federal,

do Estado e do Município, e o seu uso deve ser feito de acordo com

as diretrizes do SUS. É direito e dever da sociedade saber para onde

vai esse dinheiro. Quanto dinheiro os governos de Kassab e Serra estão

aplicando nos equipamentos próprios e quanto estão entregando para

as Organizações Sociais (OSs)? O que acontecerá quando a prefeitura

tiver menos recursos para passar para esses parceiros privados?

RESPEITO AOS CONSELHOS E AMPLIAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO POPULAR

Conclamamos a participação da população nos conselhos gestores

nos diversos equipamentos públicos de saúde, e exigimos das

autoridades na cidade e no Estado de São Paulo respeito às decisões

do Conselho Municipal de Saúde e do Conselho Estadual de Saúde.

RESPEITO AOS TRABALHADORES DA SAÚDE

Garantir condições de trabalho e salários dignos para os trabalhadores

da saúde é também uma forma importante de cuidar da qualidade de

vida da população. São esses trabalhadores que acolhem os cidadãos,

realizam ações de prevenção e tratamento de doenças. Combatemos

a precariedade do trabalho no SUS, configurada em baixos salários e

vínculos terceirizados como o que ocorre com os parceiros privados,

que hoje gerem boa parte dos equipamentos de saúde do município

e do Estado de São Paulo.

PELA ADESÃO DO MUNICÍPIO AO PACTO DA SAÚDE

No SUS as responsabilidades são divididas entre os gestores federal,

estadual e municipal, em função das necessidades de saúde da

população e, com o objetivo de alcançar maior eficiência e qualidade

nos ações e serviços, as três esferas fizeram, desde 2006, o Pacto pela

Saúde. As autoridades municipais em São Paulo não aderiram ao Pacto

pela Saúde e quem sofre as consequências são todas as pessoas que

vivem na capital e precisam do atendimento do SUS.

PLENÁRIA MUNICIPAL DE SAÚDE

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PLENÁRIA ESTADUAL DE SAÚDE

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