Plenária Municipal de Saúde de São Paulo

Espaço destinado para comunicação e divulgação de textos, denúncias e propostas relativas à Saúde, no Sistema Único de Saúde.

14/7/08

Conselho Municipal de Saúde discute o Pacto

No último dia 12 de Junho, o Conselho Municipal de Saúde discutiu um dos eixos do Pacto pela Saúde. Foram apresentados e aprovado, com inclusão dos de indiadores pelos conselheiros, os indicadores e metas do Pacto pela Vida, com a ressalva de que deveria a partir daquele momento desencadear um processo de discussão nas mais diversas regiões da cidade dos indicadores e metas de saúde, a elaboração do Plano Municipal de Saúde, por território e construir o Pacto de Gestão e seu Termo de Compromisso de Gestão Municipal, ou seja, assinar de fato o Pacto pela Saúde, inclusive em seu item Pacto em Defesa do SUS, quando lutaremos por mais e melhores financiamentos e a efetivação da participação popular no exercício do Controle Social em SP. A aprovação dos indicadores e metas nos permitirá acompanhar  e fiscalizar as ações e serviços, para que possamos eliminar as desigualdades na cidade. Para isso é necessário que o gestor cumpra sua parte e apresente sua proposta de plano municipal de saúde, por território, para que possamos rumar ao Pacto de Gestão e a Participação Popular.

Veja os indicadores e metas aprovados e as inclusões feitas pelos conselheiros municipais de saúde de São Paulo:

 

criado por fabiosouzas    11:43 — Arquivado em: Controle Social, Participação Popular, Política, Saúde Pública, Sistema Único de Saúde

9/6/08

Plenária Municipal discute o Pacto pela Saúde!

Em reunião realizada na Câmara Municipal neste sábado, trabalhadores, usuários e interessados na defesa do Sistema´Único de Saúde discutiram o Pacto pela Saúde, em particular, o Pacto pela Vida.
Os conselheiros e conselheiras municipais de saúde apresentaram o histórico do Pacto pela Saúde na cidade. Descrevendo que em 2007 os indicadores do Pacto pela Vida foram aprovados, que não houve apresentação do Plano Municipal de Saúde até o começo deste ano. Agora com a discussão do Pacto pela Vida e seus indicadores para 2008, a Secretaria Municipal de Saúde apresentou sua proposta de indicadores e metas para a Saúde junto com Plano Municipal Preliminar para caminharmos rumo ao Pacto de Gestão. Contudo conselheiros e conselheiras questionam as informações cedidas e a necessidade de que a discussão seja mais qualificada e aprofundada, principalmente nas diversas regiões da cidade, visando combater as desigualdades. Nota-se que dos 645 municípios do Estado de São Paulo, somente duas cidades ainda não assinaram seus Termos de Compromissõs de Gestão: São Paulo e Itubi.
A Plenária contou com a participação de alguns convidados, em particular, o Profº. Nicanor (Unifesp), que levantou alguns pontos para o debate:
• Ênfase na complexidade da realidade sanitária do município de São Paulo, no que se refere ao volume de gastos em saúde e da base populacional.
• O desafio de implantação dos princípios organizativos e filosóficos enquanto política de saúde nos diversos locais e níveis de atenção à saúde.
• A possibilidade de pactuação “diferente” entre os gestores municipais, estaduais e federais.
• Qual modelo de regionalização os gestores municipais preconizam?
• Sugestão para utilização de modelos intra-municipal (?)
• Como organizar a regionalização em modelo descentralizado no município?
• Discussão acerca das concepções dos modelos de atenção (atenção primária) e como isso se apresenta no cotidiano da assistência e gestão à saúde.
• O foco tem sido na atenção de urgência e emergência em detrimento da ampliação da rede básica de saúde.
• Coloca o não ingresso de funcionário público estável no município e a estratégia de gestão pública por parceiros privados.
• Pacto como instrumento de monitoramento da gestão da saúde.
• Sugere a criação de um indicador que aponte o número de atendimentos (?) feitos na atenção secundária e feitos na atenção básica (?).
• Coloca a necessidade de discutir o SUS em movimentos que não tem o SUS como pauta prioritária.
• Necessidade de melhorar o argumento que combate as AMAs enquanto marca do governo Serra/Kassab

Os presentes na plenária levantaram algumas questões e propostas, como:
•  Formular a questão do pacto e discutir os indicadores de saúde a partir das necessidades de saúde das regiões da cidade de São Paulo (nas subprefeituras).
•  Qual o papel do controle social no pacto pela saúde? Qual o eixo estruturante do pacto? 
•  colocação sobre a realidade nacional de adesão ao pacto pela saúde, há situações diversas em que municípios aderem e estado não e estado aderir e estado sim. Usar o prazo como forma para pressionar o governo para aderir ao pacto, em um contexto estadual no qual há ampla adesão.
•  no dia 16 será discutido as prioridades e os indicadores colocados no pacto pela vida
•  Indicadores são necessariamente numéricos? Podem ter um caráter qualitativo? Como acompanhar e dialogar com uma parcela da população que não está organizada? “O que nos une?” O que é estratégico fazermos?
•  É possível firmar o pacto pela saúde no estado de São Paulo sem dinheiro novo? Está havendo um debate democrático na SES acerca dos indicadores? Devemos participar do processo marcado pelo debate unilateral? Este avalia que não e coloca a necessidade do CMS se posicionar frente a esta questão. 
• é necessário de resgatar o projeto do SUS e o papel dos gestores municipais e estaduais, no sentido de mudar e não reformar a saúde no município.
• A necessidade da construção de uma política de estado e não de governo. Como caminhar em um quadro precário da atenção à saúde?
Proposta: Indicador sobre à atenção neonatal (avaliação da cobertura da triagem neonatal), das doenças genéticas, para a população indígena e cortiços (vulnerabilidade social). 
•  Em que medida o controle social tem conseguido articular as necessidades dos diversos setores (usuários e trabalhadores) em seus debates? Colocou a necessidade de ampliar a discussão. Colocou que o dinheiro da saúde tem sido utilizado de forma indevida (compra de televisões LCD pela prefeitura por R$19.000.000,00).
• A importância da plenária municipal para discutir e ampliar a discussão sobre o pacto (concordando com a colocação da Irene). Necessidade de transferir a responsabilidade da adesão ao pacto pela saúde para o estado;
• Ausência de material didático para discutir o pacto pela saúde nas unidades de saúde.
Proposta: Produção deste material para trabalhar com a população.
Garantir que a assinatura do pacto pela saúde pela prefeitura.

•  o foco da discussão são os indicadores do pacto pela vida, entendendo eles como instrumento para responsabilizar o gestor municipal. A aprovação dos indicadores não garante o fortalecimento do CMS pela SMS. 
•  a convocação da reunião significa a aprovação pelo gestor municipal do CMS.
•  Proposta: 1. Não aprovar os indicadores; 2. Fazer discussão sobre o plano municipal de saúde, após a discussão do pacto pela saúde.

Debate:  Profº.Nicanor – Importante resgatar o debate político da discussão, no sentido de discutir os interesses do grupo. O secretário da saúde não é sempre o gestor de fato, muitas vezes quem implementa a política é o prefeito (é o caso do município de São Paulo). O tempo geral de permanência no cargo é em geral de dois anos, no município não chega a 1 ano.

Reforça a idéia do pacto pela saúde como instrumento do controle social e reforça a necessidade de discutir o termo de gestão. Coloca a necessidade de avaliar os riscos da decisão de assinar ou não o pacto pela saúde.

Esclareceu a dúvida sobre o debate ser feito agora sobre o pacto pela saúde, na qual os gestores colocam na pauta os debates que consideram prioritário, e que não ser discutido anteriormente pode significar que esta questão não era considerada prioritária nas gestões anteriores do CMS.

Diante das intervenções e contribuições dos usuários, parlamentares, médicos sanitaristas e trabalhadores foi proposto que o material deste debate fosse contemplado na reunião das comissões do Conselho Municipal de Saúde no dia no dia 11/06,pois haverá a possibilidade de ampliar a discussão. Assim, essa reunião ira discutir o melhor encaminhamento sobre o tema.

Ao final é dado informe sobreo encontro de Conselhos Gestores na Câmara Municipal, no dia 13/06, a partir das 9:30.

Veja  calendário das próximas  reuniões da plenária (manutenção do 1º sábado de cada mês)

05/julho  (PRÓXIMA REUNIÃO)
02/agosto
06/setembro
04/outubro
08/novembro
06/dezembro

Informe-se sobre o Pacto pela Saúde:

http://www.vidbr.net/v.php?id=96d8976
 

http://www.conass.org.br/?page=noticias_conass&codigo=202&i=0&mesAtual=04&anoAtual=2006&diaAtual=06

criado por fabiosouzas    10:34 — Arquivado em: Controle Social, Participação Popular, Política, Saúde Pública, Sistema Único de Saúde

10/3/08

Plenária Municipal de Saúde - 1º de Março/2008

 

A Saúde Pública em São Paulo, o Sistema Único de Saúde e
Controle Social

A Constituição Federal de 1988 garante Saúde como direito gratuito a todos brasileiros e em todos os níveis de atendimento. Os serviços de saúde devem ser organizados de forma descentralizada para que o Governo Federal, estados e municípios possam atender a população e suas necessidades. Os serviços de saúde devem seguir as regras do Sistema Único de Saúde para atender desde a mais simples consulta ou uma cirurgia, como transplante, por exemplo.

O SUS é fruto da luta da população pelo direito à Saúde como bem universal. E a forma da população fiscalizar o governo, suas contas e ações é o Controle Social, que no caso da cidade de São Paulo se dá pelo Conselho Municipal de Saúde de São Paulo e pelos movimentos de saúde, sociais, de trabalhadores e acadêmicos. Órgão colegiado, composto por gestores, trabalhadores e usuários da saúde. É responsável por fiscalizar, avaliar, controlar e propor soluções que atendam às necessidades de saúde. O Conselho Municipal de Saúde funciona de forma autônoma e o governo tem tanto poder nele quanto qualquer membro representante da população ou dos trabalhadores e tem na Conferência Municipal de Saúde seu espaço máximo de deliberação, a qual o governo deveria acatar suas decisões.

Devido à falta de organização do sistema municipal de saúde, a ausência de transparência na prestação de contas e contratos irregulares o Conselho Municipal de Saúde reprovou a política de implementação das unidades de Assistência Médica Ambulatorial e a entrega das Unidades Básicas de Saúde, Ambulatórios e Hospitais a entidades e organizações sociais, que não prestam contas de suas ações.

Os conselheiros municipais de saúde tem 2 anos de mandato e seus segmentos têm autonomia no processo eleitoral para indicar os novos membros para o Conselho Municipal de Saúde de São Paulo. No dia 10 de Novembro de 2007 ocorreu a eleição do Conselho Municipal de Saúde de São Paulo. Eleição amplamente divulgada nas 31 subprefeituras durante o processo que concretizou a 14ª Conferência Municipal de Saúde. No dia 17 de Janeiro, o Secretário Municipal de Saúde, também presidente do conselho, resolveu anular a eleição, com o apoio do Prefeito Kassab. Abriu novo processo eleitoral e não reconheceu a legitima e legal posse dos conselheiros no dia 24 de Janeiro e montou uma comissão eleitoral composta por pessoas que perderam a eleição realizada em novembro.

O Ministério Público Estadual de São Paulo entrou com ação contra a Secretaria Municipal de Saúde e a Justiça garantiu a posse aos conselheiros eleitos e empossados. Mas o Secretário da Saúde, Januário Montone, continuou desrespeitando a justiça e proibiu a entrada dos conselheiros e conselheiras na sede do Conselho Municipal de Saúde. Em seguida o secretário questionou legalmente a ação do Ministério Público e teve seu pedido recusado no dia 28 de Fevereiro (conforme processo Nº. 754.297.5/6-00) Mesmo assim, continua com seu processo eleitoral com o objetivo de colocar no Conselho Municipal de Saúde pessoas e entidades que aprovem o que for do interesse do Secretário Januário Montone e do Prefeito Kassab.

A cidade de São Paulo está sem seu órgão que fiscaliza e avalia os serviços de saúde. Enquanto o Prefeito contínua com medidas paliativas na saúde o número de reclamações têm aumentado constantemente na prefeitura.

Todo cidadão tem direito a participar do controle das políticas de Saúde. Seja nas unidades de saúde, hospitais, AMAs e outros serviços.

O Conselho Municipal de Saúde precisa funcionar sem a interferência do secretário municipal e ele deve respeitar e acatar suas decisões e as deliberações da Conferência Municipal de Saúde realizada em 2007. Participe do conselho de sua unidade de saúde. Fortaleça o Conselho Municipal de Saúde. Os conselheiros municipais de saúde eleitos para o biênio 2008/2009 pedem apoio para o reconhecimento do Conselho e de sua eleição, que já foi reconhecida pela Justiça.

Assine o abaixo-assinado:
http://www.abaixoassinado.org/assinaturas/abaixoassinado/478

Escreva para:
cmssp@prefeitura.sp.gov.br e ouvidoriasaude@prefeitura.sp.gov.br

com cópia para plenariamunicipalsaudesp@yahoo.com.br

Ou para ouvidoria da prefeitura
Av. São João, 473 - 16º andar
Telefone:
0800-17-5717

E Secretária Municipal de Saúde de SP
Endereço:
R. General Jardim, 36 -
Vila Buarque
Telefone:
3218-4000

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